domingo, 24 de julho de 2011

Peça infantil em São Paulo conta história de menina que quer ser menino

22/07/2011 - 11h41

Por : Rodolfo Lima

Em cartaz em São Paulo, peça Menino Teresa fala sobre garota que quer ser menino

Teresa vira menino por um dia

As questões dos gêneros sexuais estão muito na moda. Encontrar uma peça que discuta tais questões é raro, se for uma peça para ser visto com filhos e sobrinhos que ainda não descobriram o que farão com seus desejos, é praticamente impossível.

"O Menino Teresa”, escrita por Marcelo Romagnoli e interpretada pela cativante Claudia Missura, aborda com sutileza, graça e poesia os (pré) conceitos do que vem a ser “coisa” de menina e “coisa” de menino. Apesar das diferenças nos órgãos sexuais, somos muito parecidos – é defendido na peça – e isso agora pode ser conversado com seres humanos que não passam da sua cintura.

Teresa quer saber o que existe no quarto dos meninos, e para isso resolve explorar um. Com leveza e simplicidade para abordar temas complexos até mesmo para alguns adultos, a peça transita com muita propriedade e ousadia pelos temas, oferecendo ao público uma agradável experiência. Consegue ser uma peça para crianças que entretêm os adultos.

A cena que Teresa – que decide ser menino por um dia – encontra uma cueca, e quando ela dança uma valsa com alguém da platéia são excelentes momentos onde as releituras se sobrepõem com emoção. “Cueca com cueca dá dança.” Como diz Teresa em dado momento.

Claudia é acompanhada pela cantora Tatá Fernandes e ambas fazem parte do grupo Banda Mirim, que tem no currículo os festejados trabalhos “Espoleta” e “Felizardo”. Aproveite os dois últimos fins de semana de férias e faça a “tia”, leve sobrinhos, afilhados e filho seu e dos amigos ao teatro.

"O Menino Teresa": até 31 de julho
Sábados e domingos às 15h
Teatro Eva Herz - Livraria Cultura: Avenida Paulista, 2073
Tel.: (11) 3170-4059
R$ 30 e R$ 15 ( crianças até 12 anos)

Segmento trans do Sudeste se reúne em setembro em SP

22/07/2011 - 11h09

Por : Hélio Filho

6º Encontro Regional Sudeste de Travestis e Transexuais está com inscrições abertas

O segmento trans da Região Sudeste vai se reunir em São José dos Campos, São Paulo, entre os dias 17 e 20 de setembro na 6ª edição do Encontro Regional Sudeste de Travestis e Transexuais. O evento é uma realização do Instituto Aphroditte com apoio da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) e financiamento da Central Sindical e Popular (CSP).

As inscrições aos e às interessadas já estão abertas e devem ser feitas pelos e-mails institutoaphroditte@gmail.com; encontrosudestett.sjc@gmail.com. São 70 vagas disponíveis.
 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MANIFESTO

Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP SP) apoia a Campanha Internacional Stop Trans Pathologization-2012, pela despatologização das identidades trans (travestis, transexuais e transgêneros) e a sua retirada dos catálogos de doenças, o DSM - Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria, cuja versão revista surgirá em 2012, e a CID - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, da Organização Mundial de Saúde, que sairá em 2014.

Historicamente, o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo tem buscado a promoção e a garantia dos Direitos Humanos. Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia publicou a Resolução CFP 01/99, que normatiza a atuação d@s psicólog@s em relação à questão da orientação sexual, considerando que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão.

A Psicologia é uma ciência que lida com a sexualidade humana e @s psicólog@s são frequentemente chamad@s a responder sobre o tema. A Resolução 01/99 coloca o compromisso ético d@s psicólog@s em contribuir para a extinção do preconceito contra lésbicas, gays e bissexuais. Porém, travestis, transexuais e transgêneros também são vítimas da discriminação homofóbica (ou transfóbica) e as questões referentes à identidade de gênero têm sido apresentadas para a Psicologia, que se depara com a necessidade de refletir sobre o tema e se posicionar.

A décima revisão da Classi cação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10, Organização Mundial da Saúde, 1993), a mesma que retirou a homossexualidade da categoria das doenças, incluiu os "transtornos da identidade sexual" (F64), dentre os quais encontram-se o "travestismo" e o "transexualismo". As mais recentes versões do Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais (DSM - IV, APA, 1994; DSM-IV-TR, APA, 2000) também patologizam as manifestações de gênero que fogem ao binômio homem/mulher, classi cando-as dentro do diagnóstico amplo de "transtorno da identidade de gênero" (F64.x).

Em 1997, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou a resolução 1.482/97, autorizando as chamadas "cirurgias de transgenitalização" para o tratamento de transexuais no Brasil. Em 2008, o então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, instituiu, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o "Processo Transexualizador", da portaria MS 1.707, regulamentado pela portaria 457 (Ministério da Saúde, 2008). Em 2010, o CFM publicou uma nova resolução sobre a assistência a transexuais no Brasil (Resolução 1.955/2010), passando a considerar que os procedimentos de retiradas de mamas, ovários e útero no caso de homens transexuais deixam de ser experimentais e podem ser feitos em qualquer hospital público e/ou privado que sigam as recomendações do Conselho.

Embora a instituição do chamado "Processo Transexualizador" no SUS tenha sido uma grande conquista, entendemos que o acesso à saúde é um direito de tod@s e que a assistência médica e psicológica a pessoas trans, o tratamento hormonal e cirúrgico pelos serviços públicos de saúde não devem estar condicionados a um diagnóstico psiquiátrico.

Defendemos o princípio da integralidade do SUS, considerando uma concepção positiva de saúde, em que a mesma não é sinônimo de ausência de doença, e, sim, do bem estar bio-psíquico-social das pessoas.

Os Estudos de Gênero e as próprias experiências vividas por pessoas trans demonstram que a concepção binária de gênero presente no ocidente e o alinhamento entre sexo, gênero e desejo não são algo "natural". A idéia da existência de dois gêneros opostos, feminino e masculino, baseada na diferença entre os sexos, é algo construído culturalmente. A realidade de sexo, de gênero e do corpo não pode ser imposta. Ela tem que ser observada nas formas e nas experiências do indivíduo e do grupo.

As sexualidades, os gêneros e os corpos que não se encaixam no binarismo convencional (masculino/feminino, macho/fêmea) não podem servir de base para uma classi cação psicopatológica. A normatividade do binarismo de sexo e de gênero só permite aos deslocamentos, como a transexualidade, a travestilidade, o crossdressing, as drag queens, serem vistos como maneiras de existir desviantes, criando-se categorias linguísticas e psiquiátricas que conferem inteligibilidade à vivência destas pessoas. Portanto, numa concepção que desnaturalize o gênero, a pluralidade das identidades de gênero refere possibilidades de existência, manifestações da diversidade humana, e não transtornos mentais.

Ser considerad@ um@ "doente mental" só traz sofrimento à vida de quem possui uma identidade de gênero trans. Apesar de considerar que vivências como a transexualidade e a travestilidade podem e, em geral, geram muito sofrimento, entendemos que isto tem mais a ver com a discriminação do que com a experiência em si. A patologização das identidades trans fortalece estigmas, fomenta posturas discriminatórias e contribui para a marginalização das pessoas. A "doença" trans é social: é a ausência de reconhecimento destas pessoas como cidadãs, é a ausência de reconhecimento de seu direito de existir, de amar, de desejar e de ser feliz.

Retirar o rótulo de "doente mental" das pessoas trans, signi cará devolver a elas uma potência perdida na idéia de que são "seres desviantes", proporcionando uma abertura para que possam se apropriar de suas identidades e desenvolver sua autonomia.

Defendemos:
- A não medicalização da sociedade;
- A retirada do "transtorno de identidade de gênero" dos manuais internacionais de
diagnóstico;
- Que o direito à mudança de nome e sexo nos documentos de identificação não seja condicionado a um tratamento obrigatório ou diagnóstico;
- O investimento na formação de profissionais qualificad@s para o atendimento
integral para tod@s.
17 de maio de 2011

Fonte: http://www.crpsp.org.br/portal/midia/fiquedeolho_ver.aspx?id=365

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Psicólogo transexual e travesti vai poder usar nome social no trabalho

20/06/2011 | 16h19min
 
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) aprovou no último sábado, dia 18, resolução que assegura a psicólogos transexuais e travestis de todo o País o direito de uso do nome social em documentos profissionais, como relatórios e pareceres, e na carteira de identidade profissional.
De acordo com o presidente do CFP, Humberto Cota Verona, a resolução foi motivada por pedidos de psicólogos travestis ou transexuais originários de, pelo menos, três Estados brasileiros - alguns deles, como tiveram as solicitações negadas nos conselhos regionais, apelaram à representação federal.
Aprovada em plenário, a resolução vai ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União e passa a valer de forma imediata. Para consumar a mudança, o psicólogo vai necessitar elaborar uma solicitação por escrito ao conselho regional.
"É um direito do profissional ter uma identidade de gênero diferente daquela que está no registro civil. A resolução é um reconhecimento deste direito", afirma Humberto Verona.
Por uma questão legal, o nome social do psicólogo tem de ser acompanhado do nome de registro civil e do número de registro profissional, já que a carteira de classe vale como documento de identidade e o conselho profissional não tem o poder de alterar registros civis. "Mas esta resolução vai permitir que o psicólogo transexual ou travesti assine documentos dando destaque ao nome social, na primeira linha", diz o presidente do CFP.
No ano passado, tanto a Prefeitura de São Paulo como o governo paulista aprovaram decretos que permitiram aos servidores públicos transexuais e travestis usarem o nome social no trabalho, inclusive no crachá de identificação. Segundo Verona, o conselho de psicologia é uma das primeiras entidades de classe a reconhecer tal direito.
"É uma decisão que pode ser inédita. Não conheço outro conselho de classe que tem reconhecido esse direito", diz.
 
Agência Estado

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Defensoria Pública obtém multa de R$ 87.250,00 contra o Metrô por discriminação homofóbica contra transexual.

Veículo: DPE/SP
Data: 4/5/2011

A Defensoria Pública de São Paulo – por meio de seu Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito – obteve na última semana a aplicação de uma penalidade administrativa contra o Metrô paulista pelo reconhecimento de discriminação homofóbica contra uma mulher transexual. O valor determinado para a multa é de R$ 87.250,00. A Defensoria obteve a decisão após oferecer representação à Secretaria do Estado de Justiça e Defesa da Cidadania, com fundamento na Lei Estadual nº 10.948/2001, que prevê punições administrativas para pessoas físicas e jurídicas por atos de preconceito por orientação sexual.

Em fevereiro de 2010, a mulher havia se dirigido a um posto de atendimento localizado na estação Marechal Deodoro para requerer a concessão de um bilhete único especial. Na ocasião, ela apresentou um laudo médico que fazia menção ao seu nome social (feminino) e à sua documentação civil (nome masculino). O funcionário do Metrô recusou-se a processar seu pedido, em função das nomenclaturas diversas.

No dia seguinte, a mulher voltou ao posto de atendimento, levando consigo a cópia de um decreto municipal que prevê o uso do nome social como forma adequada de tratamento a transexuais. Nessa segunda oportunidade, o funcionário do Metrô se exaltou e passou a ofender a mulher com ofensas homofóbicas.

Após ser acionada, a Defensoria Pública ofereceu representação administrativa contra o Metrô. O artigo 2º, inciso I, da Lei Estadual nº 10.948 de 2001 prevê: “Consideram-se atos atentatórios e discriminatórios dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos homossexuais, bissexuais ou transgêneros para os efeitos desta lei praticar qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”.

Segundo o Defensor Público Ricardo César Franco, que atuou no caso, “a decisão inédita deve servir de estímulo àqueles que sofrem discriminações desse tipo, para que não se calem e façam valer seus direitos. Notabiliza também uma aplicação de sucesso da lei estadual paulista que combate a homofobia, ainda pouco conhecida pelo público”.

A representação foi julgada procedente pela Comissão Processante da Secretaria de do Estado de Justiça e Defesa da Cidadania, que aplicou uma multa no valor de R$ 87.250,00 ao Metrô. A Defensoria irá recorrer para pedir a aplicação da multa em seu valor máximo – R$ 174.500,00.

Saiba Mais

A Lei Estadual 10.948/01 penaliza administrativamente a prática de discriminação por orientação sexual. Pode ser punido todo cidadão, inclusive detentor de função pública, civil ou militar, e toda organização social, empresa pública ou privada (restaurantes, escolas, postos de saúde, motéis, etc).

Comprovada a ocorrência de discriminação, poderão ser aplicadas as seguintes penas administrativas pela Comissão Processante Especial: advertência, multa monetária, suspensão da licença estadual de funcionamento temporária ou permanente (em caso de estabelecimentos comerciais).



Link: http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Conteudos/Noticias/NoticiaMostra.aspx?idItem=33551&idPagina=3086

sexta-feira, 8 de abril de 2011

‘K-11′: Drama em que Kristen Stewart será transexual, enfim vai sair do papel.

O drama de cadeia ‘K-11′, que a diretora estreante Jules Stewart tenta tirar do papel há anos, enfim conseguiu financiamento, e as filmagens começam em julho. Autora também do roteiro, Jules é a mãe da atriz Kristen Stewart, que deve protagonizar o longa.
 
K-11 se refere à seção na Penitenciária de Los Angeles reservada a presos homossexuais. A trama acompanha vários personagens, entre eles dois transexuais: Mousey, um tatuado viciado em metanfetaminas, e o autista Butterfly. Kristen Stewart deve viver o segundo.

As filmagens acontecem em locações em Los Angeles e o filme deve ficar pronto para ter sua premiére em fevereiro de 2012 no Festival de Berlim. A produção é da Intandem Films e da Libertine Films, companhia de Jules Stewart.







quinta-feira, 7 de abril de 2011

Informações sobre profissionais e serviços.

Temos recebido comentários de pessoas solicitando indicações. A maioria, por motivos óbvios não deixa contato, dificultando dessa forma o retorno.

Todos os comentários são moderados, logo nenhum comentário que tenha email pessoal será repassado, ficando disponível somente aos administradores deste blog.

Todavia, a melhor maneira é repassar a mensagem no email que se encontra disponível no menu à direita do blog. ( trsbrasil@bol.com.br)

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