domingo, 13 de junho de 2010

Cresce fila para mudar de sexo no Grande ABC.


Willian Novaes

Do Diário do Grande ABC

João quer virar Maria e Maria quer ficar igual ao João. Essa frase não é de nenhuma música ou poema, é desta maneira que funciona a cabeça de milhares de transexuais no Brasil. Esse sonho já é possível há algumas décadas no país. Mas, antes essas pessoas gastavam, e algumas ainda desembolsam, cerca de R$ 30 mil pelo tratamento de redesignação de sexo ou mais popularmente e erroneamente conhecido como mudança de sexo, em clínicas particulares. Desde 2008 a Faculdade de Medicina do ABC oferece gratuitamente acompanhamento para os transexuais que querem assumir a vida de homem e a de mulher.

As consultas com psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais levam em média dois anos até a indicação para a cirurgia definitiva, com o laudo psiquiátrico atestando a condição de transexual, sempre assinado por dois profissionais. Os médicos do HC (Hospital das Clínicas), na Capital, é quem são os responsáveis pelas cirurgias gratuitas.

"Para a população, transexual e travesti são a mesma coisa. Isso é simplista. O transexualismo é um dos focos do transtorno de identidade dos gêneros e os travestis são um outro tipo", disse o psiquiatra Danilo Baltieri, coordenador do programa ABSex da Faculdade de Medicina do ABC.

A tão sonhada cirurgia, não é uma missão fácil. A Faculdade de Medicina ainda não indicou nenhum dos 35 pacientes para o HC. "Transexuais verdadeiros, nós atendemos de dois a três, essa não é uma questão simples de ser definida, mesmo porque a cirurgia é única, não tem como voltar atrás", comenta Baltieri.

A fila de espera para a alteração da genitália é enorme, segundo o Diário apurou com vários especialistas envolvidos, desde ativistas, associações e os próprios médicos. O HC não respondeu aos questionamentos. A Faculdade de Medicina do ABC não mantém infraestrutura para a operação.

"É preciso uma equipe multidisciplinar, com endocrinologista, proctologista, urologista e cirurgião plástico, entre outros. Além do uso contínuo de hormônios. Temos vontade, mas não temos condições", conta Baltieri.

Segundo Marcelo Gil, presidente da ONG ABCD''S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual), que defende e busca políticas públicas para gays, travestis e transexuais na região do Grande ABC, esse atendimento já é um grande passo. "Nossa região lentamente está saindo do anonimato, ainda existe muita intolerância até de alguns órgãos públicos no ABC."

O ambulatório CRT (Centro de Referência para Tratamento) Aids\DST, ligado a Secretaria de Estado da Saúde, localizado na Vila Mariana, na Zona Sul, da Capital, oferece atendimento médico especializado desde 2009 para travesti e transexual. No total são 350 pacientes em menos de um ano de funcionamento.

"Aqui não temos qualquer tipo de preconceito, e notamos que os transexuais na maioria das vezes se reconhecem logo na infância", conta a psicóloga Judite Lia Businello.

No local, 102 transexuais passam pelos dois anos de tratamento para a indicação para a cirurgia. Entre eles há 19 mulheres que já fizeram a primeira cirurgia de redesignação, a mastectomia, ou seja, a retirada dos seios por meio de cirurgia plástica. "Elas tomam hormônios masculino como a testosterona e acabam deixando a barba crescer. A dificuldade ainda está na menstruação, que para elas não fazem parte das suas vidas", comenta a psicóloga. "Já os travestis não querem operar. Eles gostam dos seus corpos e não desejam mudar ao contrário dos transexuais", acrescenta.

Feliz com uma nova vida aos 32 anos

Feliz, realizada e com várias propostas de casamento. É assim que está a vida da professora Carla Machado, há três anos. Ela completou 32 anos e diz que se sente como uma adolescente, devido às novas sensações que vem passando, como a primeira relação sexual, as novas descobertas no corpo e a coragem para fazer sexo com a luz acesa.

Carla é uma das ativistas mais presentes dos direitos dos transexuais em São Paulo. Ela usa a tática de propagar o que já passou e, como a maioria das pessoas que fizeram a cirurgia de redesignação de sexo, evita a todo custo a exposição do seu rosto.

"Isso pode me prejudicar e ser vista como uma coisa estranha. Prefiro o anonimato nas minhas exposições públicas. Parece difícil de entender. Mas agora sou definitivamente uma mulher e se eu ficar exposta tudo muda, cria-se uma curiosidade que não vai levar a lugar nenhum", conta Carla. Por isso que vocês leitores não vão ver o rosto dessa nova mulher.

A ativista conta diversos casos de mulheres que não informam para os seus novos maridos sobre o seu passado. "É um transtorno para o homem, e eles não entendem. Quando não tinha feito a cirurgia, era contar a verdade e os encontros duravam exatamente mais três. Eles (os parceiros) querem conhecer, acham que nós somos um parque de diversão. Até agora não contei para o meu namorado", lembra.

Outra coisa que mudou na vida da ativista foi a identificação completa com o corpo. "Antigamente tinha vergonha, era como seu aquela coisa (o pênis) não me pertencesse. Tinha que fazer amor com as luzes apagadas. Estou muito feliz com o resultado, nas primeiras vezes ligava para o meu médico para perguntar se era assim mesmo", comenta.

As novidades com o corpo fizeram Carla mudar o seu comportamento. "Vivo intensamente, antes eu era muito dependente de homem, era insegurança. Agora eu ando recusando algumas propostas de casamento. Ainda está cedo para isso", disse.

A cirurgia da ativista custou cerca de R$ 30 mil e foi realizada em uma clínica em Jundiaí, no interior de São Paulo. "Preciso fazer reposição hormonal devido a extração dos testículos, mas isso não é problema perto do que eu tinha", afirma.

Pênis construído em mulheres tem função psicológica

Deixar de ter um pênis pode acontecer com a cirurgia de redesignação. Os cirurgiões construem um canal vaginal. Os testículos são extraídos e a glande é mantida e fica na parte interna da vagina.

As "novas mulheres" passam a ter vida sexual em poucos meses, sem qualquer tipo de constrangimento. As peles do saco escrotal são utilizadas na parte interna do órgão.

TAILÂNDIA - Os melhores cirurgiões do mundo são os da Tailândia, segundo os profissionais consultados pela reportagem. Os americanos e canadenses também são requisitados. As operações custam em média US$ 10 mil, mais passagens, hospedagem e pós-operatório no exterior.

No Brasil a primeira cirurgia foi realizada em 1971, pelo médico Roberto Farina. Apenas em 2008 o SUS (Sistema Único de Saúde) passou a fazer a operação gratuita. As pessoas apenas podem se submeter a operação aos 21 anos.

RETIRADA DOS SEIOS - As mulheres que querem modificar o corpo passam por um processo mais delicado. O pênis construído não tem função erétil. "Não é funcional, mas é estético e social, isso é muito importante para essas pessoas", conta a psicólogo Judite Lia Businello, do ambulatório CRT DST\Aids.

As peles do órgão feminino são utilizadas junto com prótese - normalmente importada do Estados Unidos - na composição do órgão masculino.

Mas as mulheres começam com a retirada dos seios, a modificação das roupas e aparência, com barba, cabelos curtos e corpos mais fortes, devido ao coquetel de hormônios ingeridos diariamente.

Pais de namorado ainda ignoram identidade

A vida de Patrícia Rocha Bernardo ou Patrícia Spears, 18 anos, é igual à da maioria dos jovens da sua idade. Ela já concluiu o Ensino Médio, trabalha como operadora de telemarketing, tem milhares de planos, adora namorar e guarda alguns secredos.

Patrícia faz e pensa em tudo isso, mas a moça loira, magra e feminina, não nasceu mulher como parece. Ela na verdade é um homem, mas pretende um dia fazer a cirurgia de redesignação de sexo. "O meu principal objetivo é alterar meu nome e depois quem sabe não faço a cirurgia", comenta.

"Não é a idade que determina a sexualidade da pessoa. Às vezes a pessoa se descobre transexal depois dos 30 anos, nós os chamamos de transexuais secundários", disse o psiquiatra Danilo Baltieri, da Fundação de Medicina do ABC.

O nome masculino, Patrícia diz que esqueceu, não carrega qualquer tipo de discriminação dentro da sua casa. Mas os pais do namorado ainda não sabem a sua verdadeira identidade. "Em casa foi meio que básico, acho que todos já sabiam. Desde sempre fui mulher, nunca gostei de jogar bola ou empinar pipa ou qualquer coisa de menino. O problema é os pais do meu namorado que já até me pediram um neto, mas se tudo der certo vamos contar", conta.

A jovem mora em Santo André e trabalha na Capital. Segundo ela, no escritório as pessoas não desconfiam da sua condição. "Acho que eles nem sabem, o importante é que faço o meu trabalho direito."

O sonho de modelo quase que se tornou realidade: passou no teste em uma agência como mulher. A falta de dinheiro não permitiu que Patrícia fizesse o book. "Eles adoraram, fiquei super feliz. Eu não menti, eles não pediram o documento", orgulha-se.

Fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5815744/cresce-fila-para-mudar-de-sexo-no-grande-abc.aspx

Transexual pode manter mudança de sexo em sigilo.


Por Geiza Martins.


O transexual que tenha se submetido a cirurgia de mudança de sexo pode trocar nome e gênero em registro sem que conste anotação no documento. O sigilo é para manter a harmonia social e combater o comportamento preconceituoso da sociedade. Esse é o entendimento do juiz José Walter Chacon Cardoso, da 8ª Vara Cível de Campinas (SP), que aceitou o pedido de um transexual para alterar seu sexo e nome no registro de nascimento, sem que conste anotação no documento.

Cardoso determinou que a alteração conste nas próximas certidões a serem expedidas, mesmo de casamento. “Mas o seu teor só poderá ser divulgado a pedido da própria interessada, mediante requisição judicial ou, de ofício pelo registrador, mas ainda assim de modo sigiloso, caso comunicado o registro de casamento, ao Ministério Público e ao respectivo cartório”.

O próprio MP foi favorável à mudança. A promotoria destacou nos autos que o autor prova nunca ter se portado como homem, embora tenha nascido e sido registrado como tal. De acordo com o juiz, o laudo psicológico e as declarações de médicos especialistas em cirurgia plástica e endocrinologia comprovam a argumentação. “A alteração também se justifica em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana, pois o meio social é por vezes cruel com quem, embora se apresente e viva como mulher, possui documentos com nome e sexo masculino”.

Cardoso cita a jurisprudência do Tribunal de Justiça de São Paulo em duas decisões favoráveis à alteração. Em uma delas, o relator, desembargador Maurício Vidigal, afirma ser necessário o sigilo da mudança: “Observe-se que a verdade tem valor inestimável, mas que, muitas vezes, em defesa dos interesses sociais, ela não pode ser revelada a todos. Se não existissem preconceitos, ela sempre poderia ser divulgada”

Jurisprudência no STJ

Em 2009, o Superior Tribunal de Justiça analisou um caso idêntico. Em decisão inédita, a relatora, ministra Nancy Andrighi, também foi favorável pela mudança do nome e gênero na certidão de nascimento sem que conste anotação no documento. A 3ª Turma do tribunal permitiu que a designação do sexo alterada judicialmente conste apenas nos livros cartorários.

Não é raro encontrar outras decisões iguais, posteriores a do STJ, na Justiça paulista. No dia 6 de maio, a 2ª Vara da Comarca de Dracena (SP) também foi favorável à alteração de nome e gênero em registro para transexuais, conforme a ConJur publicou. Para o juiz Bruno Machado Miano, está inserido no conceito de personalidade o status sexual do indivíduo, que não se resume a suas características biológicas, mas também a desejos, vontades e representações psíquicas. Ele também determinou que a alteração não conste no registro.

Leia a sentença aqui http://www.conjur.com.br/2010-jun-06/mudanca-sexo-nao-constar-documento-transexual

Fonte: http://www.conjur.com.br/2010-jun-06/mudanca-sexo-nao-constar-documento-transexual

Ambulatório para travestis e transexuais do CRT DST/AIDS-SP ganha Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade

O Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP inaugurou há um ano o ambulatório para travestis e transexuais, com objetivo de atender as principais demandas desta população (hormonioterapia, encaminhamento para cirurgia de redesignação sexual e retirada de silicone industrial, clínica geral). A iniciativa foi premiada na 10ª edição do “Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade” na categoria “Saúde”, no último dia 4 de junho, no SESC Pompéia, São Paulo. A prêmio é uma realização da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), como forma de homenagear instituições, ações culturais e protagonistas de propostas e fatos significativos para a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros) reconhecendo a atuação dos escolhidos na promoção dos Direitos Humanos. O primeiro ambulatório dedicado exclusivamente a travestis e transexuais do país, inaugurado em junho do ano passado, no Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP, Secretaria de Estado da Saúde, já contabiliza mais de 4000 atendimentos.

Esta iniciativa foi, sem dúvida, um passo fundamental para a promoção da eqüidade para a população LGBT. Sabe-se que a orientação sexual e a identidade de gênero são fatores reconhecidos pelo Ministério da Saúde como determinantes e condicionantes da situação de saúde, não apenas por implicarem práticas sexuais e sociais específicas, mas também por expor a população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) a agravos decorrentes do estigma, dos processos discriminatórios e de exclusão que violam seus direitos humanos, dentre os quais os direitos à saúde, à dignidade, à não discriminação, à autonomia e ao livre desenvolvimento da personalidade.

Há um ano, o serviço ofereces: acolhimento, aconselhamento (adoção de medidas de auto-cuidado, redução de danos em relação à hormonioterapia, avaliação do uso de silicone), avaliação proctológica, urológica, ginecológica, em endocrinologia , de clínica geral, avaliação em saúde mental, psicoterapia individual e em grupo, atendimento em serviço social, sempre que necessário, além de realizar os contatos e encaminhamentos externos (redesignação sexual). Até o momento, entre as demandas que motivaram a procura pelo serviço, certamente o acesso à cirurgia de redesignação sexual se mostrou a mais prevalente, seguidas por indicação de hormonioterapia e a retirada de silicone industrial.Já demos alguns passos importantes, como a elaboração e publicação de um protocolo clínico para travestis e transexuais, em parceria com o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, cuja finalidade é a prescrição de hormonioterapia para adequação de caracteres físicos. “Temos ainda grandes desafios, entre eles contribuir nas reflexões sobre a questão da despatologização da Travestilidade e Transexualidade trazidas pelos profissionais acadêmicos e movimento social. Essa iniciativa tem por objetivo adequar as ações de promoção de saúde, colaborar na criação de uma rede de atenção à saúde integral deste segmento da população, com o objetivo de descentralizar e facilitar o acesso aos serviços de saúde”, declara Maria Clara Gianna. Além disso, é necessário integrar e capacitar profissionais da saúde em abordagem multidisciplinar, desenvolver pesquisas na área da sexualidade com objetivo de criar e multiplicar novas tecnologias de saúde, desenvolver e apoiar projetos no âmbito da intersetorialidade, contribuindo para o estabelecimento de políticas públicas que ampliem o acesso a educação, saúde, justiça e cidadania .

Fonte: http://www.crt.saude.sp.gov.br/content/wothuthuso.mmp

Secretaria da Cultura lança edital direcionado à população LGBT.


O Governo do Estado de São Paulo, em celebração ao Dia Mundial Contra a Homofobia, anunciou nesta segunda-feira, 17 de maio, a publicação de edital voltado à promoção de manifestações culturais da população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

As propostas serão avaliadas pela Secretaria da Cultura,com apoio da Coordenadoria de Políticas para a Diversidade Sexual, vinculada a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Ao todo será investido meio milhão de reais em 34 projetos.

Por meio do estímulo às suas iniciativas culturais, a população LGBT terá a oportunidade de expressar seus valores e desejos, contribuindo para consolidar uma cultura de respeito às todas as diferenças sexuais. Para que possam se habilitar, todas as propostas devem englobar uma ou mais atividades definidas pelo edital, com a temática LGBT, como apresentações públicas e a realização de atividades de valorização, preservação e difusão das manifestações culturais, realização de atividades voltadas à promoção da visibilidade e preservação da memória LGBT, publicação de livros e produção de registro audiovisual ou musical.

O prazo de inscrição tem início em 18 de maio e vai até o dia 06 de julho de 2010. Para instruir os interessados na apresentação das propostas,a Coordenadoria de Políticas para a Diversidade Sexual e a Secretaria da Cultura vão promover cursos na capital e no interior.

Na capacitação serão abordadas as questões fundamentais para a elaboração de projetos a serem avaliados pelo governo estadual.

Para ler o edital na íntegra acesse o site da Secretaria de Cultura: http://www.cultura.sp.gov.br/ ou da Secretaria de Justiça: http://www.justica.sp.gov.br/

Fonte: http://www.crt.saude.sp.gov.br/content/cliphiceni.mmp

Terças Trans de junho.


Repassando:

"Olá Pessoal,

Anotem as reuniões do Terças para junho no CRD:

CRD - Centro de Referência da Diversidade
Rua Major Sertório, 292/294 - Centro (cruzamento com a Rua Rego Freitas)
Metrô República

08/06 - 18h às 20h - NOITE!
POR QUE QUEREMOS UMA VAGINA/PÊNIS?!
POR DENTRO DA ESSÊNCIA TRANSEXUAL

15/06 - 16h às 18h - TARDE!
AUTO-ESTIMA: GOSTAR DE SI!!

22/06 - 18H às 20h - NOITE!
TEMA LIVRE À CONFIRMAR

29/06 - 16H às 18h - TARDE!
GÊNERO E SEXUALIDADE

As reuniões do Terças Trans são gratuitas e abertas a todas as orientações e identidades.
Não é necessário vir montada, mas esteja a vontade se quiser se montar.
Caso não possa chegar na hora, não se acanhe, estaremos aguardando vocês!

PARTICIPEM!!

Coordenação: Alessandra Saraiva
Organização: Associação da Parada GLBT de São Paulo e Centro de Referência da Diversidade
"

Fonte: Por email.

Transexuais dos EUA poderão trocar de gênero nos passaportes sem cirurgia


10/06/2010 - 11h40

Por : Irving Alves

No mês do Orgulho LGBT, governo dos EUA libera passaportes com nova identidade para transexuais A partir desta quinta-feira, 10, transexuais norte-americanos poderão solicitar alteração de gênero em seus passaportes sem necessariamente precisarem se submeter a cirurgias de readequação sexual. A decisão foi anunciada nesta semana pelo Departamento de Estado dos EUA.

No entanto, para garantir a emissão do novo documento é necessário que a pessoa transexual tenha realizado um "tratamento clínico apropriado" para a troca de sexo. Os requerentes devem apresentar um certificado emitido por uma equipe médica constatando a transformação.

Segundo o governo dos EUA, a medida faz parte das comemorações pelo mês do Orgulho LGBT.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sobre o Núcleo de Homens Transexuais.


Sobre o núcleo de homens transexuais (ver post http://transhomembrasil.blogspot.com/2010/05/procura-se.html) :

1 - Vi o post do núcleo no blog do "Homer". O núcleo é dele?

R- Não. O blog serviu como uma forma de divulgação, já que é voltado para homens transexuais. O núcleo é a tentativa de algumas pessoas de juntar os interessados nessa questão. O núcleo não tem "dono", funciona em coletivo.

2 - MTF's / mulheres transexuais podem participar?

R - À princípio não. Isso não é discriminação de forma alguma, apenas os grupos existentes já trabalham em cima da demanda de mulheres transexuais e, muitas vezes até por falta de vivência específica, as solicitações de homens transexuais acabam ficando sem resolução.

3 - O que são homens transexuais?

R - São indivíduos que readequam seu gênero do feminino para o masculino, ou colocando em termos mais populares, "mudam" do sexo feminino para o masculino.

4 - O trabalho será remunerado?

R- Não. O trabalho é voluntário, ou seja, não há remuneração. O objetivo é doar, dentro das possibilidades de cada um, tempo, idéias e vivência em prol da construção de algo maior.

5 - Preciso ser "militante" para participar?

R - Não. Basta ter vontade de ajudar e disposição. Sabemos que poucos podem, ou optam, em se dedicar de forma integral ao que podemos chamar de militância, logo não é preciso ser militante ou ativista.

6 - Caso eu participe, tenho alguma obrigação?

R - A "obrigação" é a mesma para todos: tentar fazer o melhor que pode. Não há "obrigação", apenas a responsabilidade de fazer o que se dispõe.

7 - O núcleo vai dar certo? É sério?

R - O núcleo é sério. A tentativa idem. Dizemos tentativa porque existe a possibilidade dos 50%: parte a favor e parte não. Isso só o tempo dirá.

8 - Vou conseguir meu laudo e /ou cirurgia mais rápido?

R - Não. A proposta é trabalhar para alcançar objetivos coletivos e não de cunho individual.

9 - Como posso participar?

R - Basta enviar email sobre o seu interesse para nh.trs@bol.com.br . A contento os interessados em colaborar serão avisados para participar de reunião a ser marcada.