
Esse blog foi criado para ajudar de alguma forma a transhomens, ftms, homens transexuais, entre outros, tentando transmitir dicas, informações, notícias e opiniões, não devendo, no entanto, ser tido como verdade absoluta. Não substituí também acompanhamento médico regular. Cabe a cada indivíduo desvendar a sua própria verdade.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Vídeo da primeira Metoidioplastia realizada no Brasil

Homem Transexual recebe permissão para jogar futebol australiano

terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Programa Nacional de Direitos Humanos defende união gay e outras medidas pró-LGBT

Os Estados e municípios deverão ser orientados pela própria Secretaria Especial dos Direitos Humanos a promover ações que garantam o uso do nome social de travestis e transexuais em casos de necessidade de decisão judicial.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Feliz Natal e um ótimo Ano Novo.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
O papel social do transexual

“Não existe nada além disso.”
Sim, existe o papel social do transformador. O transexual é agente de questionamento, de transgressão, de transmutação, alguém que concretamente transforma idéias fixas e pré-determinadas em fluidez e possibilidades.
Por que disso?
Para, mais uma vez, tentar apresentar uma visão mais otimista da transexualidade do que a dita patológica, para além da angústia e do sofrimento. Muitas vezes uma visão alternativa promove uma mudança de atitude e comportamento, que irá se refletir de forma palpável na rotina de cada um.
Isso não é uma ode a transexualidade, ou uma questão de qualificar em ser transexual como bom ou ruim, até porque são conceitos questionáveis e variantes para cada indivíduo. Muito menos dizer que somos melhores ou piores, que por sua vez, são conceitos também questionáveis.
O transexual é incomodo, porque dessa forma, leva e levanta questionamentos sobre situações tabus da sociedade, seja a sexualidade ou a eterna disputa entre homens e mulheres, entre outros; e que por si só remetem a anos de opressão, revolta, culpas e medos.
Ser esse agente de transformação e questionamento nunca foi fácil, em qualquer época, era, os indivíduos que questionavam de alguma forma o status padrão de determinada sociedade eram vistos com olhos doentios e de ignorância.
“Mas eu não pedi para ser assim.”
Porém o fato concreto é que somos todos, dos militantes ativos aos que calados batalham pelo pão de cada dia. Nossa simples existência já nos faz dessa forma. Somos todos militantes sociais, dos que desafiam as regras que transpassam de forma quase invisível a sociedade, e que estão tão integradas no cotidiano que poucos se dão ao trabalho de observá-las.
Quando você vai a um profissional que te rejeita com olhar de desdém, com um discurso ignorante, ou recebe um olhar de espanto de algum conhecido que até ontem era, por exemplo, seu melhor amigo, releve. Sim, releve porque na verdade o olhar e a crítica não são para cada um de nós, mas para conceitos, medos e dúvidas que cada um carrega em si mesmo, e que a maioria não tem coragem de enxergar.
O seu conteúdo é seu, e assim como você também levou um tempo até entendê-lo, cada um tem o seu próprio espaço, e precisa de um tempo para assimilar o que foge desse espaço de segurança e compreensão.
E nesse momento somos agentes do questionamento, da dúvida, do “como é possível alguém fazer isso que me parece tão absurdo?”.
Parece absurdo porque fomos “programados” com certos padrões normativos, e qualquer um que fuja a eles, será visto com diferença. Nós mesmos temos esses padrões introjetados e por isso se torna tão difícil, a princípio, nos aceitarmos como somos.
Mas por um momento questione: e não somos todos nós diferentes de alguma forma, e ainda assim semelhantes?
Sim, somos, mas algumas pessoas agem como provocadores de questionamentos e trazem em si

O pré-conceito é uma pedra bruta não lapidada, e a existência particular de cada um é como a água, fluida, cristalina, que sutilmente, com persistência e paciência, mina a pedra até lapidá-la, ou demoli-la completamente.
Mas todos nós temos a capacidade de nos tornarmos questionadores, de sairmos das repostas obscuras e “definitivas”, para o mundo das possibilidades sem categorização.
Isso não significa que em situações de constrangimento, de ofensas físicas ou verbais, se deva ficar parado, não de forma alguma. Ainda que o agressor seja digno de compaixão, é mais que imperativo buscar os meios necessários para ter seus direitos resguardados. Ainda não vivemos em uma sociedade que enxerga para além da pedra, a beleza da singularidade das águas, e por isso tornam-se necessários, por hora, instrumentos que provoquem de alguma forma o resgate do direito ao respeito e a dignidade humana.
Tudo aqui se constrói para chegarmos ao destino final, que somos nós mesmos, transexuais ou não, mas seres humanos, tão belos e únicos nas nossas singularidades, e ainda assim tão semelhantes ao resto do mundo. Indivíduos dotados de capacidades incríveis, desde as intelectuais até as afetivas, e com inúmeras possibilidades de amar.
Sim amar. Ame aquilo que você traz em si, sejam questões infinitas ou repo

domingo, 13 de dezembro de 2009
Masculino e feminino

Por que disso?
Porque temos uma experiência feminina prévia, não interessando aqui a princípio se ela foi dolorida e não querida, e sim apenas o fato dela existir em nossas vidas de alguma forma. E da mesma forma que o masculino em nós habita, ela também estará sempre lá, devendo ser aceita, respeitada e porque não, amada.
Isso não quer dizer que devemos nos tornar homens "afeminados", por exemplo, mas sim que o lado masculino e feminino existe em todo ser humano independente de raça, gênero, classe social, credo e afins. E me atrevo a dizer, em tudo que está ao nosso redor, como energia.
Mesmo o mais machão quando diz que o seu lado feminino é lésbica, está naquele momento reconhecendo a existência dele, ainda que não consciente e em tom de brincadeira. E estou me referindo aqui ao homem biológico, xy.
A questão é que renegar um passado, uma vivência não traz benefício algum, ao contrário traz um fantasma que ficará sufocado, mas que pode, em algum momento se fazer presente. Mas como lidar com isso?
Aprendendo a trabalhar, a aceitar e incorporar esse feminino no presente, sabendo que isso não significa ser menos ou mais masculino, mas apenas que ambos os lados existem e podem conviver muito bem junto e integrados.
A diferença reside na identificação com o ser masculino ou feminino e na intensidade dessa identificação. Percebemo-nos mais masculinos, no caso, que femininos, mas sabendo que esse feminino existe sim inegavelmente.
Os mais antigos vão se lembrar de uma música de Pepeu Gomes onde ele cantava que “ser um homem feminino não fere o meu lado masculino.” Isso não quer dizer que ele é homossexual, ou está em dúvida quanto sua sexualidade, mas apenas que sabe incorporar o ser feminino dentro da sua vivência masculina.
Mas por que isso é importante?
Porque além de termos ambos os lados, tivemos um experiência de fato e de direito com o ser feminino, com o seu sentir, com a sua construção, inclusive de maneira corporal, que no entanto não invalidou a identificação com o masculino da forma mais visceral. Visto isso não há motivo para renegá-lo, e sim motivos de sobra para incorporá-lo e fazer as pazes com esse passado.
Sim, mexer com feridas dói, mas será que essa é sua única ferida? Provavelmente não. Todos passamos por inúmeras jornadas ao longo da nossa caminhada de vida, independente de ser transexual ou azul com bolinhas verdes; todos passam por momentos doloridos, e que quando superados de forma efetiva nos possibilitam um aprendizado enorme, e não mais uma dor que não some.
Proponho um exercício simples e inofensivo: faça uma lista das características dela, do seu feminino que você gostaria de manter, e o que você não gostaria. Procure trabalhar o que não parece tão interessante, e incorporar o que é benéfico a você, como ser humano inteiro que é, independente de ser homem ou mulher.
Não há problema algum em ser um homem intuitivo, que chora, sensível e que sabe também trocar um chuveiro, jogar futebol ou farrear com os amigos, por exemplo, me valendo aqui de características notoriamente tidas como femininas ou masculinas.
Uma existência não invalida a outra, nem a diminui, mas a amplia e efetiva. Acima de ser transexual, ou não, o mais importante é viver em paz, buscando sempre um estado de integralidade, de união, de amor com si mesmo. E esse apaziguamento pessoal se expandirá ao seu redor de forma concreta, proporcionando mais felicidade e harmonia.
Respeite e aceite o belo mundo que existe em si mesmo, e acima de tudo ame incondicionalmente quem você é, permitindo – se assim ser tudo que você pode ser.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
O reverendo David Weekley - Ministro metodista de assume como um homem transexual

Pêlos por que tê-los? Ou não?!

É fato que assim como os seios, por exemplo, são vistos como um símbolo de feminilidade, os pêlos, principalmente os faciais, parecem ser socialmente identificados como a forma mais evidente de masculinidade, ainda que hoje em dia uma parte dos homens opte por um visual mais minimalista e menos austero.
A quantidade de pêlos, onde eles irão aparecer, se alguém vai ser um gorila ou apenas ter pêlos esparsos, vai essencialmente da genética. Tomar mais hormônio buscando uma identidade cabeluda não vai influenciar em nada, e pode até atrapalhar.
Isso, porém, não deve ser motivo de angústia, de menos valia ou de se achar menos homem por ter menos pêlo que outra pessoa.
É muito comum que antes do hormônio crie-se o hábito de raspar os pêlos ou penugem que exista, na expectativa de que eles engrossem; e mesmo depois, quando eles começam a aumentar. Mas é importante alertar que essa prática de maneira contínua e obsessiva pode ferir a pele levando a infecções sérias que podem, inclusive, necessitar de antibióticos orais que só deverão ser prescritos por um dermatologista.
Não há também nada que comprove que os pêlos de fato aumentem quando são raspados com freqüência. Pode ocorrer um engrossamento do pêlo que já existia, mas efetivamente “criar” mais pêlos só pelo fato de passar a lâmina no rosto, ou em outra parte do corpo, não.
Fazer a barba, como já foi postado aqui anteriormente, exige igual cuidado para evitar problemas de pele, da mesma forma que quem se barbeia sem ter pelo algum. Dar atenção ao que pode parecer bobeira, afinal é tão mais prático usar a lâmina de qualquer jeito, evita maiores aborrecimentos e mais idas a médicos.
Da mesma forma é válido reforçar que ter calvície ou não, também é resultado da propensão genética a ter ou não calvície. Não existe fórmula mágica para evitá-la, exceto, como já foi apresentado em postagens anteriores, recorrer a tratamento médico para minorar os efeitos já evidentes.
Fora o fator genético, é importante lembrar que cada organismo é peculiar, é responde de uma determinada forma a hormonioterapia. Existem situações padrão, mas a maneira como as modificações se apresentam em cada indivíduo é única, não podendo, portanto, termos um ou dois indivíduos como parâmetro para a maioria.
No final do dia uma coisa é certa: ter mais pêlos ou menos pêlos não é sinal de maior ou menor masculinidade, e sim uma resposta do organismo a uma predisposição genética. E que para uma resposta efetiva do corpo ao hormônio é preciso também, além de genética, cuidar desse corpo e da saúde de forma integral, visando sempre um bem estar maior.
E além, optar por mantê-los ou depilá-los, seja no rosto, nas axilas, nas pernas, é uma questão individual de gosto e estética tão somente, não significando que alguém tenha dúvidas sobre quem é ou sobre a sua orientação sexual.
Afinal como se diz “Mens sana in corpore sano”, ou seja, mente sã em corpo são, significando tão somente que há uma ligação natural entre mente e corpo, e que um reage ao outro, demonstrando a necessidade, independente da situação, de se cuidar não só da mente mas do corpo também, buscando sempre o equilíbrio entre mente e corpo para uma vivência mais plena e integrada.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Terças - Trans: última reunião do ano.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Travestis e Transexuais do Brasil discutem identidade e políticas públicas no Rio de Janeiro de 06 a 11 de dezembro, durante o 16º Entlaids*

Data: 06 a 11 de dezembro de 2009
Local: Hotel Golden Park - Rua do Russel, 374 – Glória
Contato: (21) 4104-0927 (21) 8278-2633
Email: astra.rio@gmail.com
Autorizada alteração de nome e gênero, sem registro de decisão judicial na certidão

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Trans da Bahia vão poder usar nome social em sistema de assistência social

terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Sexualidade sem Culpa, A Chave para uma Vida mais Íntegra - Por Daniele Alvim*.

Bem, trabalho com o ser humano, e por isso mesmo, me abstraio de ter qualquer tipo de preconceito contra qualquer tipo de raça, religião, e, principalmente, opção sexual. Talvez por isso meus clientes se sintam tão à vontade de falarem pra mim seus “piores” dilemas. Não raro recebo em meu consultório pessoas cujo desafio de vida é a própria sexualidade e suas vastas opções, e não raro escuto-as dizer assim: “Você sabe que estou anos na terapia e minha psicóloga ainda não tinha pensado nisso...?” Vejo-as sofrendo e insatisfeitas com a opção alternativa que fizeram, às vezes acanhadas, às vezes ansiosas, às vezes confusas, às vezes perdidas. Mas todas elas procurando por respostas que não a confinem a um lugar comum ou a rotulem disso ou aquilo ou desfilem teorias mirabolantes para explicar que, no final das contas, não há nada de errado com elas. Porque rótulos é o que não falta: Gay, lésbica, travesti, transexual, bissexual, homossexual, simpatizante, heterossexual, etc... Mas, antes de serem algo que as rotulem como tal, são seres humanos com um desafio de vida, que é entenderem a si próprias através de sua opção sexual.
Part

Mas a verdade é que o desafio no nível sexual não é pior ou melhor do que nenhum outro; é encarado com preconceito por muitos porque mexe com o que há de mais profundo, mais inconsciente em nós, movimenta nossas próprias inadequações que surgem a partir da mais tenra infância; e claro, isso se reflete na forma como damos e recebemos afeto, não só em relação aos outros, mas em relação a nós mesmos. Quem não quer se sentir completo com o par que mais lhe faça se sentir bem, independentemente se é uma pessoa do sexo oposto ou do mesmo sexo? Quem não quer se amar e se aceitar porque teve coragem de ser responsável pelas próprias preferências? O que seria melhor para a alma? Se realizar como ser humano em todos os aspectos ou seguir regras impostas externamente por religiões ou quem quer que seja e viver frustrado e se auto-sabotando pelo resto da vida? Sob o ponto de vista de Deus, vamos lá, que é Misericórdia pura e Amor puro, será que Ele quer que soframos, nos torturando por algo que faz parte da natureza e da vicissitude humana? Sim, porque a culpa nada mais é do que uma forma de auto-punição; e aprendemos que Deus faz isso quando fazemos a “coisa errada”. Mas para quem ainda acredita nisso, eu digo, Deus não pune ninguém (Como haveria de ser se Deus é Amor???). Nós nos punimos. E isso nada tem de saudável não.
Se observarmos que atualmente milhões de pessoas no mundo estão po

A expressão da sexualidade é o que temos de mais poderoso dentro de nós; não há diferença entre energia sexual e energia criativa, por exemplo, já que tudo é energia. Sentir-se à vontade dentro do próprio corpo, o Templo da Alma, é o início e o fim de uma auto-expressão mais íntegra, honesta e verdadeira de si mesmo. A mente pode viajar entre o passado, o presente e o futuro; o corpo é o que nos coloca no aqui é agora, no momento presente, com a consciência focada. Uma expressão sexual sem culpa (ainda que para muitos isso possa ser imoral ou mesmo amoral) é preferível do que o confinamento do ser que pode levar à depressão e a todos os sentimentos de inadequação e suas conseqüências psicológicas mórbidas, incluindo a perversão.
Sem querer colocar toda a culpa na Igreja (Instituição que respeito bastante), a verdade é que ela nos impôs a crença na desvalorização do que é um dos atributos mais importantes do ser

Obs. Dedico este artigo a Sandalfon, o “anjo” que sugeriu e inspirou este artigo.
Ah, sim, e em relação à minha própria opção sexual? Sem rótulos, por favor. (Digam isto pra si mesmos e sintam o quão libertadora é essa sensação...)
Bjs, Amor e Luz,
Daniele

sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Berdaches - a pessoa de "dois espíritos".

Datam de 1530 os primeiros relatos de colonizadores europeus dando conta da existência de gêneros alternativos na maioria dos povos nativos norte-americanos. Embora as inúmeras variantes e peculiaridades dos gêneros alternativos identificados pelos europeus, seus representantes foram genericamente denominados de berdaches, vocábulo provavelmente derivado de bardaj, termo utilizado na Pérsia para designar homens afeminados e parceiros sexuais passivos.
Sociologicamente o berdache poderia ser descrito como uma solução elegante e generosa para acolher indivíduos desadaptados à dualidade masculino/ feminino. Contudo, muito além de solução respeitosa para o possível impasse institucional criado por homens considerados “covardes”, relativamente aos padrões de gênero vigentes na tribo, os berdaches constituíram um segmento de pessoas tidas como abençoadas pelos deuses.
Por serem, ao mesmo tempo, macho e fêmea e, portanto, estarem mais completos e equilibrados do que um macho ou fêmea isoladamente, os nativos americanos acreditavam (e seus remanescente ainda acreditam largamente) que a identidade berdache fosse o resultado da intervenção de forças sobrenaturais, de onde viriam seus “poderes especiais”, mito sancionado pela mitologia tribal, que os tornou conhecidos como “possuidores de dois espíritos”.
Os berdaches sobreviveram até hoje em muitas comunidades nativas norte-americanas devido à sua importância dentro da tribo, onde sempre desempenharam, dentre outros, os papéis de aconselhadores espirituais, médicos, adivinhos e xamãs. Embora isso já não seja mais tão comum hoje em dia, no passado os berdaches masculinos podiam também desempenhar papéis dentro do grupo familiar, atuando como esposas dos guerreiros, posição social em que recebiam o mesmo tratamento dado às mulheres casadas.
Berdaches masculinos foram localizados em mais de 155 tribos norte-americanas. As únicas exceções documentadas foram os Apaches e Comanches. Em aproximadamente um terço desses grupos, um gênero alternativo também existiu para fêmeas que desenvolveram um estilo de vida masculino, tornando-se caçadores, guerreiros e chefes. Elas também foram muitas vezes chamadas pelo mesmo nome de berdaches e às vezes através de um termo distinto, constituindo, dessa forma, um quarto gênero. Assim, “o terceiro gênero” geralmente refere-se a berdaches masculinos e às vezes a berdaches masculinos e femininos, enquanto “o quarto gênero” sempre se refere a berdaches femininos.
Em muitas culturas tribais, os xamãs mais potentes eram “indivíduos de dois espíritos”, como dá conta o testemunho de muitos pesquisadores em seus estudos de campo. Mesmo quando os xamãs não eram necessariamente “pessoas de dois espíritos”, os pesquisadores os descrevem como possuindo a marca da transgeneridade, além de terem orientação sexual basicamente homo ou bissexual. Nesses casos, a distinção entre o xamã e o berdache era semelhante à distinção entre um mago poderoso, capaz de conjurar as forças da Natureza e a de um sacerdote dedicado, um mediador, um líder dos rituais, um cuidador ou um “revelador de verdades”.
Os nativos das Américas não só toleravam como respeitavam a transgeneridade como uma manifestação sagrada. A homofobia e a transfobia foram trazidos para as Américas pelo colonizador europeu e sua moral judaico-cristã. Em virtude da sua crença religiosa, os europeus que vieram conquistar a América perseguiram os berdaches implacavelmente. Vasco Nunes de Balboa, por exemplo, ao descobrir alguns berdaches no lugar onde hoje fica o Panamá, lançou-os aos seus cães, para que eles os devorassem vivos.
Fonte: http://www.leticialanz.org/crossdressing_sagrado/berdaches.htm
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Filho da cantora Cher aparece em público depois de mudança de sexo
Por Redação
19.11.09
Depois de virar notícia em todo o mundo, Chaz Bono, o filho transexual da cantora Cher, apareceu publicamente pela primeira vez desde que se submeteu a cirurgia de transgenitalização, conhecida popularmente como cirurgia de mudança de sexo.
Em entrevista ao programa de TV americano Good Morning America, Chaz, que nasceu biologicamente mulher, apareceu com um visual totalmente masculino e declarou que passar por toda a transição "foi a melhor decisão" que já tomou."A vida é curta e preciosa. Este é quem eu sou. Eu preciso finalmente ser quem eu sou", declarou Chaz. Para o transexual, "gênero está entre as duas orelhas, não entre as pernas".
Com quase 40 anos de idade, Chaz anunciou em março passado que iria passar pela transição, mas declarou que se sente pertencente ao um gênero oposto ao seu de nascença desde seus 20 anos.
Segue vídeo abaixo, em inglês.
Fonte: http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_23125.htm e http://www.youtube.com/watch?v=rGr8vl0vlfg
Campanha contra estigmas e preconceitos envolve Nações Unidas e movimentos sociais brasileiros.
“Igual a Você” – uma campanha contra o estigma e o preconceito dá voz e visibilidade aos direitos humanos das populações alvo da campanha. Produzidos pela agência [X]Brasil – Comunicação em Causas Públicas e gravados em estúdio com trilha sonora original de Felipe Radicetti, os filmes apresentam mensagens de lideranças de cada um dos grupos discriminados, levando em consideração às diversidades de idade, raça, cor e etnia.
De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma das facetas do racismo se revela na remuneração média da população brasileira: homens brancos (R$ 1.200), mulheres brancas (R$ 700), homens negros (R$ 600) e mulheres negras (R$ 400).
No primeiro caso, são mostradas cenas reais de usuários de drogas lícitas (bebida, cigarro e medicamentos) e ilícitas (maconha, cocaína, crack e ectasy) nos diferentes ambientes de uso - nas ruas, nos bares, nos morros ou nas baladas -, sem que o rosto dos usuários apareça. O desafio aqui foi falar sobre usuários de drogas dentro de uma perspectiva do direito à saúde.
O preconceito se manifesta por meio de atitudes e práticas discriminatórias, tais como humilhações, agressões e acusações injustas pelo simples fato de as pessoas fazerem parte de um grupo social específico. É contra o estigma e o preconceito que as agências UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), com apoio do UNIC Rio (Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil), somam-se, mais uma vez, ao esforço da sociedade civil pela igualdade de direitos: ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), AMNB (Associação Brasileira de Mulheres Negras Brasileiras), ANTRA (Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros), Movimento Brasileiro de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e Rede Brasileira de Prostitutas.
Usuário de Drogas - Youtube Download
Transexuais e Travestis - Youtube Download
Refugiados - Youtube Download
Profissionais do sexo - Youtube Download
População Negra - Youtube Download
Pessoas vivendo com HIV - Youtube Download
Lésbicas - Youtube Download
Gays - Youtube Download
Estudantes - Youtube Download
Crianças vivendo com HIV - Youtube Download
O Terceiro Sexo - Documentário da National Geographic

Terças trans - Planejando o 29 de janeiro.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Dúvida sobre retificação da certidão de casamento.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Exibição do filme Qunto Dura o Amor - 17º Festival Mix Brasil
Mostra A Diversidade no Cinema em São Paulo

quarta-feira, 18 de novembro de 2009
"Filha, eu sou gay "



terça-feira, 17 de novembro de 2009
FTM consegue retificação de nome e sexo no Paraná


Uma senhora chamada Rosemeire, por exemplo, expondo num blog seu temor de que a lei seja aprovada, disse que vivíamos “O início da Ditadura Gay no mundo!”. Pelo que entendi, Rosemeire acredita que está em curso uma batalha global, travada entre héteros e homossexuais, pela hegemonia na Terra. Hoje, os héteros estão vencendo, mas é só porque têm amparo legal para chamar os gays de viadinhos, as lésbicas de sapatonas e rir das piadas do Juca Chaves. No momento em que passarem a punir quem ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo, elas perceberão que chegou a hora, sairão todas correndo da The Week e tomarão o poder.
Imagine só, Rosemeire? Criancinhas terão de cantar Village People, na escola, enquanto assistem ao hasteamento da bandeira do arco-íris. Aos domingos, em vez de futebol, as TVs transmitirão Holiday on Ice e, com dezoito anos, os jovens serão obrigados a alistar-se no exército, fazer flexões de braço, dormir e tomar banho, uns na frente dos outros. Que horror!
Se você acha que Rosemeire exagerou, é porque não leu o blog de Rozângela Justino, cristã, psicóloga e indignada: “Se este Projeto (...) for aprovado, estaremos institucionalizando em nosso país o sistema de castas e todos aqueles que não forem homossexuais serão considerados cidadãos de segunda classe.”
Uau, Rozângela! O mundo, então, seria governado pela casta das Drag Queens? Um advogado gay, de terno e cabelo curto, seria de uma casta intermediária? E lutadores do Ultimate Fighting, viveriam de esmolas? Bem, talvez não...
Quanta imaginação têm as duas mulheres. Se seus piores pesadelos fossem filmados, seria preciso unir o talento de um Fellini com o de um Clóvis Bornay; juntar, no mesmo caldeirão, George Orwell e Andy Warhol; vislumbrar as ruas de Nova Déli sendo percorridas pela banda de Ipanema.